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Bia projeta novas conquistas para 2018

por: Pedro - Redação

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Na força e no jeito
(João Pires/Fotojump)

Fonte: ZDL – Rafael De Marco

O ano de 2017 vai ficar marcado na memória de Bia por grandes conquistas. Com a seleção brasileira, levantou os títulos do Grand Prix – com direito a premiação como melhor central da competição – e do Campeonato Sul-Americano, além da medalha de prata na Copa dos Campeões. Pelo Vôlei Nestlé, conquistou o hexacampeonato paulista e lidera as estatísticas da Superliga como a melhor bloqueadora. Raçuda, guerreira e explosiva, ela quer mais em 2018. “Vivi experiências incríveis e vou seguir lutando para continuar evoluindo” atesta.

“Quero estar no Campeonato Mundial com a seleção e na final da Superliga pelo Vôlei Nestlé. E quero ganhar as duas competições. Sei que vestir a camisa do Brasil é consequência do trabalho no clube e pretendo iniciar 2018 ainda mais concentrada, com as energias renovadas e fazer um returno do nacional ainda melhor. E esse não é só um sentimento meu, mas de todo o grupo de Osasco”, garante a central, bloqueadora mais efetiva da Superliga, com 51 pontos marcados.

Evolução é uma palavra constante no vocabulário de Bia. Juntamente com os títulos, os números comprovam o crescimento da atleta de 25 anos. Em 27 de dezembro de 2016, a central do Vôlei Nestlé também liderava as estatísticas de bloqueio, com 35 pontos marcados. Agora, termina o ano com 51 acertos, 16 a mais em relação ao mesmo período da temporada anterior, o que representa um aumento de 45% no desempenho da atleta no fundamento. “O resultado em quadra é fruto de muito treino e dedicação, de manter o foco no trabalho para buscar uma melhora constante”, atesta.

Bia sabe que chegar à seleção, e chegar bem para ser titular, é reflexo do suor estampado na camisa do clube. “Cheguei muito mal fisicamente no Vôlei Nestlé em 2016 e consegui melhorar muito em Osasco, evoluir em todos os quesitos, técnicos e físicos, e sou muito grata pelo apoio e dedicação da Comissão técnica e minhas companheiras. A consequência disso foi representar o Brasil e conquistar títulos coletivos e premiação individual”, afirma a central.

Raça a toda prova Sobre o estilo explosivo em quadra, Bia é direta: “Minha mãe sempre fala: `porque você é assim e briga tanto?’ Mas sempre fui desse jeito, desde novinha, sempre briguenta, raçuda. Não quero perder em nada, quero ganhar sempre e em qualquer coisa. Tenho isso dentro de mim. Às vezes até atrapalha um pouco, quando não consigo executar como queria, vem uma raiva maior, mas é uma coisa que é minha. Vou comemorar intensamente a cada ponto e fazer o meu melhor para vencer e melhorar sempre. Me imponho metas e busco fazer o que determinei até conseguir”.

A sede de conquistas começa pelo Vôlei Nestlé. “Quero muito voltar à decisão da Superliga e agora vamos ganhar. Na temporada passada fizemos um grande campeonato, chegamos à final e fomos superadas em um 3 sets a 2 digno da rivalidade e tradição do clássico Osasco e Rio de Janeiro. Mas fica uma frustração por não ter levantado o título e agora vamos com tudo em busca dessa vitória”, explica Bia, que completa. “Oscilamos no primeiro turno, mas apresentamos melhoras e tenho certeza que faremos um returno muito melhor para entrar na fase final jogando em alto nível, pois todas sabemos da margem de evolução da nossa equipe”.

Carreira de sucesso Campeã da Superliga pelo Vôlei Nestlé na temporada 2011/12, com apenas 20 anos, Bia deixou o clube na sequência e ficou no Sesi-SP de 2012 até 2015. Antes do time de Osasco, que na época se chamava Sollys, a central vestiu também a camisa do Praia Clube. Nascida em Sorocaba, teve uma carreira de sucesso nas categorias de base, conquistando o Campeonato Mundial Infanto Juvenil, na Tailândia, em 2009, e o vice da mesma competição no Juvenil, em 2011, no Peru.