Redação
Decidido no detalhe do tie-break, na Arena UniBH, em Belo Horizonte (MG), nesta sexta-feira (24), o Gerdau/Minas venceu o Osasco São Cristóvão Saúde por 3 sets a 2, parciais de (22-25, 25-18, 25-22, 13-25 e 15-12), garantindo vaga na final. Essa será a sexta final do Minas nos últimos sete anos. A equipe volta à decisão após ter sido eliminado justamente pelo Osasco, nas semifinais do ano passado, único ano desde 2018 que ficou de fora.
A oposta argentina Bianca Cugno, do Osasco São Cristóvão Saúde, foi a maior pontuadora do jogo, com 32 pontos. Pelo lado do Gerdau/Minas, a canadense Hilary Johnson anotou 22 pontos. A polonesa Julia Nowicka, também do Gerdau/Minas, foi eleita a MVP do jogo e faturou o troféu VivaVôlei.
Classificado, o Gerdau/Minas volta agora suas atenções para a final, que será disputada em São Paulo (SP). O Ginásio do Ibirapuera receberá a decisão no dia 3 de maio (domingo), às 10h, em um clássico “pão de queijo” contra o Dentil/Praia Clube, que eliminou o Sesc RJ Flamengo, também por 3 sets a 2.
Com a palavra:
Nowicka, levantadora do Gerdau/Minas: “Vivemos altos e baixos durante o jogo, mas, no tie-break, nos mantivemos unidas, mesmo sem sermos perfeitas. Conseguimos jogar bem sob pressão, o que nos enche de orgulho neste momento decisivo da temporada. É um trabalho coletivo, sempre acreditei que somos mais fortes juntas, e hoje todas assumiram suas responsabilidades. Agora, queremos ir até o fim e mostrar ainda mais a força do nosso grupo”, disse Nowicka.
Camila Brait, líbero do Osasco São Cristóvão Saúde: “Claro que não foi o resultado que nós queríamos, nem o que trabalhamos tanto para conseguir, mas estou orgulhosa desse time, de todas as meninas e da comissão técnica comandada pelo Luizomar. E muito mais orgulhosa por vestir essa camisa por 18 anos. Fizemos um belo jogo, mas os detalhes decidiram para o lado do Minas, que tem muita qualidade. Estarei sempre junta com Osasco. Acredito nesse projeto. Acredito no Luizomar. Acredito no apoio de toda a cidade, da nossa torcida, da prefeitura e patrocinadores. E tenho certeza que outras finais e títulos virão para esse grande time, que tem uma grande história”, disse Camila Brait, que disputou sua última temporada com a camisa osasquense. A capitã fez quase toda sua trajetória profissional no time da Grande São Paulo, chegando a 800 jogos pela equipe.
Foto: Hedgard Moraes/MTC