Redação
A seleção brasileira masculina de vôlei encerrou sua participação na Liga das Nações de 2026 de forma inédita e precoce, ficando fora da fase final pela primeira vez na história do torneio. A eliminação foi confirmada após as combinações de resultados no fim da semana de 18 e 19 de julho. Mesmo com a vitória sobre a lanterna China por 3 sets a 0.
Essa eliminação representa o ápice de um ciclo doloroso de declínio técnico e perda de protagonismo mundial, marcado por frustrações consecutivas do Brasil nos principais campeonatos da modalidade. É mais um capítulo de um momento difícil para o vôlei masculino brasileiro.
Sob o comando de Bernardinho, o time demonstrou um jogo previsível em momentos decisivos, sofrendo muito na recepção quando pressionado por saques agressivos (como nas derrotas por 3 a 0 para os EUA e Polônia). Além disso, desfalques importantes por lesão, como o do jovem ponteiro Lukas Bergmann, limitaram as peças de reposição. Após derrotas contundentes na reta final da fase de classificação, o time mostrou desorganização e falhas de comunicação. Com uma rodada de antecedência, já dependia de resultados de outras equipes, que não aconteceram, para conseguir uma classificação.
Com a palavra:
Flávio, central do Brasil: “Tentamos manter o passe constante para usar bastante os nossos meios e hoje funcionou muito bem. Temos muito a aprender com o que fizemos aqui na VNL. Cometemos muitos erros bobos que não deveríamos cometer neste nível e precisamos melhorar nisso. Vamos esfriar a cabeça um pouco e retornar a Saquarema para voltar a trabalhar e ir atrás do nosso principal objetivo na temporada, que é buscar a classificação Olímpica no Sul-Americano”, disse o central.
Foto: Volleyball World